Foi o novato Totem and Barry’s quem deu início aos shows e surpreendeu com sua sonoridade diferenciada do que normalmente se ouve por esses lados. Influências das bandas que partiram de Seattle para o mundo nos anos 90 como Nirvana, Alice in Chains e Pearl Jam era o que se identificava em suas composições autorais. Turnround, Somebody amiss e The lost art of keeping a secret mostraram não apenas riffs melancólicos, mas linhas de vocais bastante harmoniosos. Sem sombra de dúvida, Stone (guitarra e vocal), Bart (baixo e vocal) e Edson (bateria) mostraram segurança e um bom trabalho, apesar da pouca experiência nos palcos.
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Depois das melodias grunge do Totem, foi a vez do No Fake mostrar seu hardcore melódico. O interessante de se ter bandas de estilos musicais variados tocando num mesmo show, é observar a diferença do público que observa e do que de fato curte o show. Felizmente não foi a vez dos “emos”, apesar do estilo agradar a esse tipo de público. Hermes Filho (bateria), Francisco William (baixo) e os guitarristas Jackson Marques e Derick tiveram que se virar para cobrir o recém-saído vocalista. Felizmente, os meninos deram conta do serviço direitinho. Fizeram parte do set Cedo demais, Dúvidas e Em busca de algo, bem na linha da curitibana Sugar Kane, que foi lembrada no cover Janeiro pelo quarteto cearense.
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Quem estreou no calçadão da ACR e fechou a noite foi a irreverente Los Coçadores del Chaco. Com músicas com base em um bom rock’n’roll que passeia criativamente com elementos variados, a banda tem como conteúdo de suas letras um humor inteligente e tipicamente cearense. Isso, sem cair no lugar comum - e tedioso - da “música de raiz” como inúmeras bandas nordestinas chamadas “regionais”. As conhecidas músicas Chifres em Teresina, Mó paia, Namadiguerrai e Quem quer Cream Cracker - quando o vocalista Romero Ramirez joga as benditas bolachas ao público - fizeram parte do repertório que foi pouco para quem se divertia na frente do palco. Após dois bis, Los Coçadores encerraram o show na Rua do Fogo, onde se via a reunião da comunidade com senhoras, jovens, crianças e simples roqueiros “de fora” na mais perfeita harmonia.
Texto e fotos: Karen Pedregal
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