sábado, 26 de maio de 2007

Clamus







“É energia pura”
Lucas

A banda de thrash/death metal formada há 8 anos, já é consolidada na cena do metal. Após lançar em 2005 o CD Influences, fez uma turnê pelo Brasil, incluindo os estados do Pará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe e São Paulo, mas destacam que a cena de Fortaleza não deixa nada a desejar para a cena do Sul/Sudeste. Para Lucas(vocal/guitarra) é importante que haja essa desmistificação do eixo Rio-SP como objetivo, como o lugar onde tudo é perfeito, tudo é organizado e tudo sempre dá certo...

Associados à ACR desde sua formação, para eles a ACR é uma importante vitrine para as bandas locais, uma catalisadora de informação, que orienta e apoia os músicos em questões relevantes, como a questão da não obrigatoriedade da carteira da OMB para poder tocar.

Mais madura, a Clamus prepara o segundo CD que deve sair ainda esse ano. Sem título definido, o sucessor de Influences contará com 9 faixas que falarão sobre “fronteiras” em todos os seus níveis: O que existe entre amor e ódio; preocupação e indiferença; silêncio e som; afeto e raiva; sinceridade e falsidade. A intenção é captar o momento em que a percepção do outro muda. O que houve naquele instante específico...

Clamus é:
Lucas Gurgel – guitarra e vocal
Joaquim Cardoso – guitarra e vocal
Clerton Holanda - bateria
Felipe Ferreira – baixo e vocal


Pois é... só aguardar!!!!!

Até mais!
..
Fotos: Karen Pedregal

NFúria

“É amor, revolta e ódio. Tudo num só!”

A banda de thrash core NFúria foi a segunda a se apresentar. Para Denis (vocalista), a recepção do público foi muito boa, apesar de se tratar de uma banda nova (apenas 1 ano e meio) e pouco conhecida. Projetos como o Sexta Rock “ajuda muito a divulgar o trabalho das bandas que estão surgindo, além de a gente poder tocar apoiada pela credibilidade e com o respaldo que a ACR possui.” Denis

Cimar (baixista) destaca que um dos pontos mais importantes do projeto é a descentralização do rock. O fato de levá-lo a bairros diferentes, dá oportunidade tanto às bandas de mostrarem seu trabalho para pessoas que por algum motivo não freqüentam a Praia de Iracema, quanto para o público que têm acesso a um evento de qualidade e gratuito em seu bairro.

A proposta musical da NFúria é misturar tudo o que os integrantes da banda gostam e fazer um som que saísse dos padrões. A letras também contem temas variados: “É amor, revolta e ódio. Tudo num só!” Denis

A banda, que preza o coletivo, quer que cada membro dê o seu melhor para só assim conseguir fazer um bom trabalho. Como finaliza Cimar: “É difícil? é... mas se quiser, chega lá!”

NFúria é:
TJ Cassimiro – vocal
Denis de Souza – vocal
Jucimar Santos (Cimar) – baixo
Ricardo Bruno – guitarra
Miguel Mendes – bateria

Foto: Karen Pedregal

Masterhead


“É na raça mesmo”
Fernando

A iniciante Masterhead, formada há apenas 1 ano, mas com a atual formação com 5 meses, está na ACR desde sua criação. A banda, que é de Maracanaú, sente as dificuldades de se fazer rock sem apoio do poder público. Para eles, a vontade de tocar e esbarra na falta de comprometimento da prefeitura com políticas culturais. Falta espaços, patrocínio, etc.
Para amenizar as dificuldades e movimentar a cena, a Masterhead tenta parcerias com outros projetos da cidade, como Movimento Hip Hop e a CUFA. Além disso tenta conseguir o teatro como espaço para apresentações das bandas.


Masterhead é:
Francisco Alves – guitarra e vocal
Fernando – baixo e backing vocal
Escobar – bateria
Foto: Karen Pedregal

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Bom Mix


Mais uma edição do Sexta Rock foi executada de maneira profissional e bem sucedida pela ACR como parte da Rede MúsicAtiva.
Dessa vez, mudando de ares em direção à região metropolitana de Fortaleza, o local foi o Centro Comercial Solidário Bom Mix, no Bom Jardim. O espaço pode enganar quem chega desavisado por sua fachada comercial discreta. Passando as lojinhas e a lanchonete, é que se pode ver o palco bem elaborado e construído é espaço suficiente para o público mais exaltado e também para o mais tranqüilo.

Quem fez as honras da casa na abertura do show foi o trio MASTERHEAD. Francisco Alves (vocais/guitarra), Fernando (baixo) e Escobar (bateria) levaram ao público suas influências power metal e algumas levadas thrash no mais tradicional do estilo. A banda discorreu seu estilo oitentista em seis músicas, entre elas: "In our veins the Metal" e "Memory of the Eighty’s", o que logicamente deixou claro a temática principal de suas letras. Bom show e, apesar de alguns problemas no som, a participação do público não falhou.



A segunda banda a subir no palco do Bom Mix foi a NFÚRIA. Não se é possível ouvir o som da banda sem lembrar do Slipknot. Seu som thrashcore, esperado por boa parte dos presentes, foi trilha sonora para as rodas de polgo da noite. Vale ressaltar aqui a presença de palco dos vocalistas TJ e Denis (especialmente ele que, não à toa, me lembrou as performances do louco Bebeto, do ensandecido Fratelli, de Natal). Suas linhas pesadas e seu grind deliciosamente alternados com um HC conduzido pela cozinha de Cimar (baixo), Miguel (bateria) e Ricardo (guitarra) há de amadurecer e certamente mostrar uma cara cada vez mais própria da banda. E que cara! Destaque para Faces da morte e Braço forte.

Quem fechou a noite foi a experiente CLAMUS. Apesar de uma parada estratégica nos palcos para a composição de seu segundo álbum, a banda estava como sempre bem entrosada e com o mesmo gás com que levou a turnê de Influences. Entre o repertório, pôde-se conferir uma das novas faixas em que o quarteto vêm trabalhando em longos ensaios noite adentro, Abstratas demandas (de título provisório) que carrega o velho thrash do grupo em seus riffs incorporando novas batidas quebradas do baterista Clerton Holanda. Outras bastante conhecidas, como The Simple Complex e Literatura do fim também foram executadas pelas cordas de Joaquim (guitarra/vocais), Lucas (guitarra/vocais) e Felipe (baixo/vocais) para um público que os assistia à distância e que despertou apenas nas duas últimas músicas da noite.


Resumo da empreitada no Bom Jardim: descoberta de um ótimo espaço, organização de primeira da ACR, ótimo som, iluminação excelente e público variado naquele clima bem familiar, o que também ajudou a tirar a má fama daqueles arredores tão insistentemente batida pela mídia local pela falta de segurança. Que novos projetos voltem a pousar por ali.


Karen Pedregal