
Mais uma edição do Sexta Rock foi executada de maneira profissio
nal e bem sucedida pela ACR como parte da Rede MúsicAtiv

a.
Dessa vez, mudando de ares em direção à região metropolitana de Fortaleza, o local foi o Centro Comercial Solidário Bom Mix, no Bom Jardim. O espaço pode enganar quem chega desavisado por sua fachada comercial discreta. Passando as lojinhas e a lanchonete, é que se pode ver o palco bem elaborado e construído é espaço suficiente para o público mais exaltado e também para o mais tranqüilo.
Quem fez as honras da casa na abertura do show foi o trio MASTERHEAD. Francisco Alves (vocais/guitarra), Fernando (baixo) e Escobar (bateria) levaram ao público suas influências power metal e algumas levadas thrash no mais tradicional do estilo. A banda discorreu seu estilo oitentista em seis músicas, entre elas: "In our veins the Metal" e "Memory of the Eighty’s", o que logicamente deixou claro a temática principal de suas letras. Bom show e, apesar de alguns problemas no som, a participação do público não falhou.


A segunda banda a subir no palco do Bom Mix foi a NFÚRIA. Não se é possível ouvir o som da banda sem lembrar do Slipknot. Seu som thrashcore, esperado por boa parte dos presentes, foi trilha sonora para as rodas de polgo da noite. Vale ressaltar aqui a presença de palco dos vocalistas TJ e Denis (especialmente ele que, não à toa, me lembrou as performances do louco Bebeto, do ensandecido Fratelli, de Natal). Suas linhas pesadas e seu grind deliciosamente alternados com um HC conduzido pela cozinha de Cimar (baixo), Miguel (bateria) e Ricardo (guitarra) há de amadurecer e certamente mostrar uma cara cada vez mais própria da banda. E que cara! Destaque para Faces da morte e Braço forte.
Quem fechou a noite foi a experiente CLAMUS. Apesar de uma parada estratégica nos palcos para a composição de seu segundo álbum, a banda

estava como sempre bem entrosada e com o mesmo gás com que levou a turnê de Influences. Entre o repertório, pôde-se conferir uma das novas faixas em que o quarteto vêm trabalhando em longos ensaios noite adentro, Abstratas demandas (de título provisório) que carrega o velho thrash do grupo em seus riffs incorporando novas batidas quebradas do baterista Clerton Holanda. Outras bastante conhecidas, como
The Simple Complex e
Literatura do fim também foram executadas pelas cordas de Joaquim (guitarra/vocais), Lucas (guitarra/vocais) e Felipe (baixo/vocais) para um público que os assistia à distância e que despertou apenas nas duas últimas músicas da noite.

Resumo da empreitada no Bom Jardim: descoberta de um ótimo espaço, organização de primeira da ACR, ótimo som, iluminação excelente e público variado naquele clima bem familiar, o que também ajudou a tirar a má fama daqueles arredores tão insistentemente batida pela mídia local pela falta de segurança. Que novos projetos voltem a pousar por ali.
Karen Pedregal